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Dúvidas Frequentes - Cálculos Renais (Pedra nos Rins)

  • Quais os fatores de risco de desenvolver pedras nos rins?

    Resp.: O maior fator de risco é o hereditário, associado a hábitos alimentares como pouca ingestão de líquidos e excesso de consumo de proteínas ou sal (sódio) na forma de alimentos industrializados, congelados, embutidos, refrigerantes e enlatados. Entram como fatores de risco as seguintes doenças: obesidade, doenças ósseas ou gastrointestinais, gota, infecção urinária crônica, nefrocalcinose, diabetes mellitus tipo 2, e certas mal formações urológicas.

  • Qual o risco de ter novo episódio de cólica renal? É comum ter cólica renal?

    Resp.: Uma pessoa que teve cólica renal tem 50% de risco de ter novamente ao longo da vida. Acredita-se que cerca de 25% de toda população terá pelo menos 1 episódio de cólica renal na vida.

  • Como saber se tenho pedras nos rins?

    Resp.: Como triagem o ultrassom de rins e vias urinárias é suficiente responder esta pergunta. O urologista pode eventualmente solicitar uma tomografia de abdomem e pelve, caso exista suspeita de cálculo migrando do rim para a bexiga, ou em alguns casos, de suspeita de cálculos renais pequenos sem sombra acústica no ultrassom.

  • Qual o sintoma de pedras nos rins?

    Resp.: Pedras nos rins são geralmente assintomáticos, mas podem provocar sangramento urinário microscópico. Quando estes cálculos migram do rim para a bexiga, causam obstrução do ureter, e dilatação dos rins que levam ao quadro de cólica renal. A crise de cólica renal típica é uma dor muito intensa, em cólica, que começa nas costas de um dos lados na altura das última costelas, e segue na diagonal em direção anterior do abdomem até a virilha e região genital, podendo ter urina de cor escura (cor de chá mate) ou vermelha. Quando a dor atinge seu pico de intensidade, o paciente tem náuseas e vômitos.

  • Deve beber muita água durante crise de cólica renal?

    Resp.: Jamais, se fizer isto vai agravar a intensidade da dor, pois aumenta o fluxo urinário e aumenta a dilatação do rim obstruído. Deve tomar água em quantidade normal. A maior ingestão de líquidos deve acontecer depois de resolvida a crise de cólica renal, como forma de prevenir novas pedras nos rins.

  • Qual a quantidade ideal de água ou líquidos que se deve ingerir para prevenir cálculos depois de uma primeira crise de cólica renal?

    Cerca de 3 litros de líquidos. Entretanto, isto é relativo, devido a variáveis como calor, ar condicionado, e exercícios físicos. De uma forma geral, funciona melhor recomendar que mantenha um estado de hidratação que leve a uma urina sempre muito clara quase incolor. Se estiver com urina concentrada e muito amarelada, deve tomar imediatamente 2 copos de líquidos. Não se recomenda ingestão de isotônicos, pois eles contém muito sódio e são desnecessários para uma pessoa normal.

  • Qual a dieta apropriada para quem já teve cálculo renal?

    Resp.: Ingestão adequada de líquidos (> 3 litros) com diurese de aproximadamente 2 litros por dia; restrição de sódio na dieta (2000 mg a 3000 mg ao dia); restrição de oxalato (evitar nozes, espinafre, chocolate, chá, batata, e suplementos de vitamina C); evitar consumo excessivo de proteína de origem animal, e aumentar a ingestão de frutas cítricas.

  • Quanto tempo posso aguardar a eliminação espontânea de um cálculo que parou no meio do ureter?

    Resp.: Se estiver com a dor controlada, às custas de medicamentos, pode esperar até cerca de 1 mês, contanto que não tenha febre. Se tiver alguma condição de risco, como queda de imunidade, rim único, diabetes mellitus ou doença grave associada, pode ser necessário intervir e retirar cirurgicamente o cálculo. Após mais 1 mês de evolução de crise de cólica renal, existe risco de algum dano irreversível do rim até a perda total do rim. Pode evoluir com estreitamento do ureter (estenose) devido processo inflamatório onde a pedra estava parada.

  • Quando devo ser submetido a cirurgia de ureterolitotripsia durante a crise de cólica renal?

    Resp.: Sempre que for esta a opção do paciente, devido dor intensa e refratária a analgésicos, e pelo menos 1 dia de evolução clínica de crise de cólica renal. De uma forma geral, mas não absoluta, cálculos de ureter de 4 mm ou menos não precisam ser tratados cirurgicamente, pelo alta probabilidade de eliminação espontânea.

  • Parei de ter dor após crise de cólica renal e ainda continuou com pedra no canal do ureter, como devo proceder?

    Resp.: Se o tempo de evolução for ao redor de 1 mês, mesmo sem dor, deve retirar cirurgicamente este cálculo no ureter, para evitar dano irreversível renal ou estenose de ureter. Um rim muito dilatado pode parar de doer após cerca de 1 mês, e isto é um sinal de mau prognóstico para o rim, pois pode indicar que o rim está parando de funcionar definitivamente.

  • Tomo muitos medicamentos, será que eles podem estar provocando pedras nos rins?

    Resp.: Esta é a lista dos medicamentos que causam pedras nos rins: acetazolamida (diurético, DIAMOX), topiramato (antienxaquecoso e anticonvulsivante, TOPIMAX, AMATO, TOPTIL), vitamina C, triamterene (diurético poupador de potássio), cálcio/vitamina D, agentes uricosúricos (medicamentos para gota), antiácidos ligadores de fosfato, guaifenesina (expectorantes e antitussígenos), efedrinas (usado em academias como aceleradores de metabolismo para queima de gorduras) e alguns retrovirais como indivavir.

  • Tenho osteoporose e pedras nos rins, e mesmo assim fui recomendado a fazer reposição de cálcio. Preciso tomar algum cuidado?

    Resp.: A osteoporose é uma doença muito grave, que requer adequado tratamento que inclui a reposição de cálcio, mesmo se tiver cálculo renal. Este tipo de paciente precisa de acompanhamento urológico, para evitar o agravemento das pedras nos rins. O urologista necessita avaliar a necessidade de tratamento dietético e medicamentoso com diuréticos ou citrato de potássio.

  • Ingerir sementes de tomate ou derivados de leite, pode provocar mais crises de cólica renal?

    Resp.: Isto é mito.

  • O chá de quebra-pedra funciona? Que medicamentos servem para prevenir pedras nos rins?

    Resp.: Segundo alguns trabalhos científicos, funciona sim. Ele serve na prevenção de novas crises, mas não é capaz de quebrar uma pedra já formada dentro do rim. Existem medicamentos como o citrato de potássio e os diuréticos tiazídicos que atuam da mesma forma, prevenindo o aparecimento de novas pedras.

  • Tenho pedras nos rins, devo evitar frutas ácidas como limão e laranja?

    Resp.: Ao contrário, estas frutas são recomendadas a quem tem pedras nos rins, por serem ricas fontes naturais de citrato. Por isto, são chamadas frutas cítricas. O citrato é eliminado na urina naturalmente e serve para evitar formação de cristais que compõem as pedras nos rins.

  • Passei por cirurgia bariátrica (redução do estômago), e disseram que posso ter pedras nos rins, é verdade?

    Resp.: A cirurgia bariátria aumenta várias vezes o risco de desenvolver pedras nos rins. A causa é multifatorial, mas se recomenda o acompanhamento com urologista o mais rápido possível depois da cirurgia.

  • Quando devo pedir para meu médico investigar a produção de pedras pelo meu organismo?

    Resp.: Esta investigação conhecida como investigação metabólica é indicada sempre que o paciente tiver episódios recorrentes de cólica renal, ou quando após a primeira crise de cólica renal foi identificado como portador de fatores de risco. Nesta investigação, o médico deve solicitar a análise de cálculo renal, dosagem de cálcio no sangue, eletrólitos, ácido úrico, sedimento urinário, urocultura, e dosagem de alguns formadores de cristais na urina.

  • A litotripsia extracorpórea tem risco de provocar pressão alta ou diabetes mellitus?

    Resp.: Alguns estudos mostram que existe um risco maior de desenvolver estas doenças de fato, mas somente após exposição a múltiplas sessões de litotripsia extracorpórea. De uma forma geral, acredita-se que este risco é muito baixo, mas recomenda-se cautela em pacientes já portadores de hipertensão arterial severa ou diabetes mellitus descompensada. Todo paciente que se submeteu a litotripsia extracorpórea e não teve sucesso esperado, deve exigir uma reavaliação com tomografia com medida da densidade da pedra, pois se sabe que pedras com UH (unidades hounsfield) acima de 1000 UH são duras podendo ou não ser tratáveis com litotripsia extracorpórea e acima de 1500 UH são extremamente duras e contraindicadas para tratamento com este método. A tomografia pode indicar que a imagem de cálculo não fragmenta por ser uma calcificação de papila renal ou de parênquima renal.

  • Quando está indicada a litotripsia extracorpórea?

    Resp.: Qualquer indivíduo com cálculo renal maior ou igual a 0,5 cm e menor que 2 cm, ou paciente com cálculo em ureter proximal. Toda vez que se indica este tratamento para cálculos grandes com aproximadamente 2 cm é necessário colocação prévia de cateter duplo-J para evitar condição grave conhecida como "rua de cálculos". São contraindicações absolutas para este tratamento: gravidez, obesidade mórbida, anticoagulação, marcapasso e infecção urinária associada.

  • Qual situação indicada para ureterolitotripsia?

    Resp.: Este tipo de cirurgia está indicada em situação de cólica renal com cálculo em ureter, preferencialmente médio ou distal, com cálculo obstrutivo e sintomático. Recomenda-se o tratamento para cálculos maiores que 4 mm, mas este parâmetro isolado é menos importante que o conjunto de infomações como quadro clínico (dor), presença de infecção associada, e repercussão ao trato urinário alto. Toda vez que o paciente tem obstrução bilateral ou insuficiência renal aguda (aumento de creatinina e uremia) por rim único funcionante obstruído, tem indicação cirúrgica de urgência.

  • Qual situação indicada para ureterorrenolitotripsia flexível?

    Resp.: No caso de falha de litotripsia extracorpórea prévia ou em casos de cálculos duros com densidade > 1000 UH, e ainda nas condições desfavoráveis ao sucesso ou contrainidcação para este tipo de tratamento como cálculos de cálice inferior, obesidade, gravidez, anticoagulação e marcapasso. Este tratamento conhecido como flexível deve ser utilizado em conjunto com o laser intracorpóreo, que é capaz de tratar o mais duro dos cálculos. Não é recomendado para cálculos com tamanho maior que 2 cm. É um tratamento seguro e altamente eficaz, que permite alta precoce no mesmo dia ou no dia seguinte a cirurgia.

  • Qual situação indicada para nefrolitotripsia percutânea? Preciso de nefrostomia?

    Resp.: A cirurgia percutênea que retira o cálculo com pequeno furo nas costas, está indicado para cálculos de qualquer tamanho, grandes (> 2 cm) e localizados dentro do rim ou no ureter proximal. Hoje pode ser realizada sem necessidade de nefrostomia (tubo nas costas) temporário, mas se recomenda o emprego de cateter duplo-J quando não se usa a nefrostomia. É um tratamento seguro e bastante eficaz, permitindo alta precoce geralmente no dia seguinte a cirurgia.

  • Posso pedir para colocar cateter duplo-J com fio após cirurgia de ureterolitotripsia?

    Resp.: Sim, pacientes que desejam ficar pouco tempo com cateter duplo-J (tempo mínimo de 3 a 5 dias), podem retirar precocemente o cateter duplo-J com fio no consultório, e com isto abreviam o desconforto do mesmo. Este fio fica preso na extremidade do cateter duplo-J e fica exteriorizado pela uretra, e serve para a retirada do mesmo. A retirada do cateter duplo-J com fio, é indolor e dispensa a necessidade de nova internação e nova anestesia. Entretanto, pacientes muito ansiosos ou com baixo limiar para dor, ou com indicação de permanência do cateter duplo-J por mais de 5 dias, devem receber alta com duplo-J sem fio para retirada do mesmo no ambiente hospitalar.

  • Preciso ficar com sonda vesical após toda cirurgia de cálculo renal?

    Resp.: Não, nossa equipe tem realizado cirurgias rápidas para cálculos renais com anestesia geral e sem necessidade de sonda vesical no pós-operatório. Para o paciente, isto significa mais conforto no pós-operatório, e recuperação menos traumática. Quando se faz necessária a raquianestesia, geralmente coloca-se uma sonda vesical que permanece por cerca de 6 hs após a cirurgia. Cada caso deve ser avaliado com critério, e a escolha da anestesia e da colocação da sonda vesical deve ser compartilhada com equipe médica.